domingo, 1 de janeiro de 2012

Pois bem. Depois de muita resistência, resolvi reativar esse blog, que, na verdade, nunca foi ativado de fato. Mas depois de escrever tantos emails senti necessidade de escrever algo mais público e ao mesmo tempo mais particular. Preciso exorcizar alguns fantasmas, divulgar algumas cartas mal guiadas por sentimentos velados. Um eu lírico que sentiu extrema necessidade de ser ouvido por alguém, destinatário final ou simplesmente ouvinte passageiro. Não deixa de ser engraçada, para mim, a idéia de ter um blog depois de passada a adolescência, mas pode ser uma experiência legal. Apesar de já ter participação em outro blog, ter um individual, é diferente. Tem-se a certeza de que quem visita, é porque realmente quer ler meus textos. Finalmente minha covardia me deixou fazer isso. Venci o medo de ser deixada às moscas. Porém, espero que leiam, que releiam e que passem por aqui algumas vezes. Espero que gostem dos textos, de cunho infinitamente autobiográfio, porque meu egocentrismo me permite, na maior parte das vezes, me inspirar somente em mim mesmo, nos fatos dos quais participo. O meu escritor preferido em sua biografia diz que é fácil se escrever quando se tem tema pronto, quando se vê muita coisa e se lê tantas outras. Para ele, é o que justifica a criatividade dos seus textos, vez que cresceu em uma cultura rica em causos populares. Falo de Gabriel García Marquez, grande escritor latino, conhecido mundialmente por vencer um nobel de literatura. Percebe-se ao ler sobre sua vida que grande parte do que escreve foi vivido por ele, foi ouvido por ele através dos populares de seu país. Guardadas as devidas proporções, escrevo sobre o que vejo, sobre o que leio e sobretudo sobre o que eu sinto, deixando minhas impressões em cada palavra. Espero que meu dia-a-dia, minha rotina acelerada não me roube tanto tempo que não seja possível atualizar esse blog com uma frequência considerável. Ler e escrever são coisas que me dão imenso prazer, não mais do que saber que as pessoas que me lêem gostam do que vê escrito. Começa o ano, começa o blog. Declaro aberto meu diário, sintam-se em casa, pois tudo que é escrito tem poesia e é feito com açúcar e afeto.

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